Os atrofiados

O nosso corpo busca aquilo que mais necessitamos, se diante de nós caminham tipos de pessoas isso acaba por ter um significado.

Amplamente, tendo ele uma visão sobre todas as coisas, pensou a meio caminho e reparou que em atrasado tinha estado com alguém atrofiado. O primeiro acabou por padecer de uma frieza sem igual, sobre um cariz de inteligência e ganancia, que se veio a descobrir tempos mais tardes. Ele aprendeu muito com esse, aprendeu a crescer… mas o outro cresceu mais que ele e não esperou. Durante sete anos a uma amarra que se tornou toxina nos últimos dois anos, aquela relação foi-se criando cada vez mais insuportável.

Ele bem que acreditou, que aquele seria o seu par ideal. Sentia até que estava a fazer um movimento solene e fúnebre ao amor. Deixar de sentir começou a ser mais atractivo. Aquela atrofiação tornou-se no seu refugio, o seu buraco negro… onde acabava sempre por lá parar, isto para buscar os seus níveis de serotonina que o cérebro precisava, como se um suplemento à vida.

Um outro atrofiado acompanhou-o numa nova etapa. Este novo teve uma duração de quatro anos. A história repetiu-se. A cumplicidade e o amor não existiu entre ambos. Este novo simplesmente fazia parte de um convívio hipócrita mútuo, onde um sentia amor e ele deixava-se levar pela pena.

Já farto de atrofiados, ele voltou-se para um novo… neste, a igualdade entre todos encontrava-se no facto de viver dependente dos seus progenitores. Porém este último acordava o sentimento dele. Uma coisa tinha em comum com o primeiro; a fuga da vida para a realidade virtual, a frieza das palavras, a ausência de experiências e a forma como via o mundo. Todavia, este último com uma ideia era mais avançada que com os outros anteriores.

Por mais que tentasse fugir, ele próprio atraia o que ele sentia querer: atrofiados. Todos eles tinham algo em comum, até ele mesmo o era idêntico aos outros. Todos procuravam o mesmo subject: gente atrofiada.

Estamos em constante busca daquilo que vai ao nosso encontro e, grande parte das vezes, procuramos aquilo que somos.

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