Queres ou não queres?

Vou escrever… só por escrever e ver que resultado dá.

Quando ele disse que se sentia cansado era porque, na realidade, se sentia nesse estado. Nunca o quis verbalizar, simplesmente guardou para si essa emoção desgastante que o transportava até ao cume mais alto daquela outra montanha, onde lá, no topo, já gritou para que ninguém o pudesse ouvir.

No passado viveu coisas que o levaram a uma mudança húmida em esperança. Porém, agora no presente, ele sente-se e está mais maduro. Agora não se deixava alegrar por um trinta e um de boca, ou um sorriso singelo bem iluminado por um sol que acabara de nascer.

«Queres ou não queres?», questionou novamente para com quem passava tempo.

Ele sentia que estava constantemente a perguntar o mesmo. Mudava apenas o nome do sujeito que protagonizava a questão. A cara diferente de outra, com o sentimento diferente do agora. No focos semelhança era apenas uma ideia da mente. Ele tinha evoluído e sabia o que não queria.

«Queres ou não queres?», voltou a insistir… desta vez ele quase desistia, mas algo muito forte o prendia. O que sentia agora era diferente do que alguma vez sentiu por alguém. Desta vez, o sentimento movia com o seu coração. A questão, essa ficava presente. Ele afirmou, agora:

«Se é para haver uma mudança, então vem, porque eu quero ser família comigo!»

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