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Em Fevereiro, geralmente, depois das aulas de hebraico seguiam-se as aulas de Judaísmo. Estas eram as últimas lições dadas às noite de quinta-feira, mas o Moré Júlio (professor da CIL – Comunidade Israelita de Lisboa) neste dia tinha combinado com todos algo diferente.

Em Fevereiro, geralmente, depois das aulas de hebraico seguiam-se as aulas de Judaísmo. Estas eram as últimas lições dadas às noite de quinta-feira, mas o Moré Júlio (professor da CIL – Comunidade Israelita de Lisboa) neste dia tinha combinado com todos algo diferente.

Tu Bishvat é uma festa judaica que foca o ano novo das árvores que, no calendário judaico ela incide no dia 15 do mês de Shevat. Em concordância com a Mishná, o dia refere-se aos dízimos da fruta que são contados em cada ano.

Em antemão, e a pedido atempado do professor, cada um dos alunos trouxe uma peça de fruta. Eu levei varias laranjas, tangerinas e ainda limões.

Estava bastante entusiasmado com a festividade, pois quando era frequente das aulas de Hebraico, nunca fui assistir a esta festa, apesar de todos os convites. De certo modo sempre “fugi” em assistir a festas na comunidade, estupidamente por um preconceito criado na minha cabeça e outro por culpa da pessoa que amava.


Quando cheguei à biblioteca da sinagoga Shaare Tikvah, no Rato em Lisboa, vi que apesar de não ter sido o primeiro, também não tinha sido o último. A sala já tinha algumas pessoas… desde os colegas a convidados e, até mesmo, os alunos do primeiro ano do hebraico. Rapidamente se pôs as mesas, distribuindo todos por grupos. A fruta foi toda cordata e tudo ficou apostos para darmos inicio ao Seder de Tu Bishvat.

Celebra-se o dia a comendo frutas, de forma a abençoar uma futura colheita. Dá-se especial ênfase a espécies que são destacadas na Torá, nos seus louvores à fartura da Terra Santa: uvas, figos, romãs, azeitonas e tâmaras. Também lembramos que “o homem é uma árvore do campo”

Torah: Devarim 20:19

Cada um leu um excerto da Hagadah dada pelo Moré Júlio, no inicio da cessão. Quando chegou à minha parte, fiquei de tal modo nervoso que ainda li uma ou outra palavra tropeçadas entre si. Regra geral, eu não gosto de ler em voz alta… não me sinto confiante e foco-me em ler tão rápido que acabo por gaguejar e inventar palavras.

Em primeira instância, devo admitir que toda a festa trouxe ao meu coração a compaixão e o todo que é D-us. O desejo que tive, ao sair da sala foi o de voltar a fazer… todos os anos, sempre com uma necessidade de mostrar a quem não era judeu e ao mesmo tempo, a criar raízes em mim.

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