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A abelha voou e a colmeia ficou…

Trabalho, evolução e seguir para um novo rumo

O carro no reboque e eu a ver… à confiança.

Dark Light
Ainda ontem estávamos juntos e éramos grandes amigos e hoje deixaste a porta trancada a sete chaves. Sem olhar para trás passaste a gostar de quem sempre teve um dote especial para a má-língua. 

Em conversa, numa mera cavaqueira, naquela noite de início de verão, fintaste-me circunspecta e desenrolaste uma lengalenga nada simpática acerca do demónio. Aquele, a quem apadrinho de servo de Belzebu, que inquiria mentiras e distribuía juízos de valor a todos nós… tu sabia-lo, pois o teu olhar verbalizou afirmações que descreveram na perfeição o sem escrúpulos.

Entre uma e outra Super Book e em troca de cigarros fumados ao ar livre no Conventinho em Loures, chegámos a conclusão que éramos ambos mal falados pelo outro tipo. Porém o que podia estragar uma amizade de infância? Uma relação emocional que começou na igreja e colmatou pelo rasgão de um ciume teu.


Não mudou nada… eu não mudei, tu não mudaste, simplesmente ganhaste irritação, por toda a situação e por todo o que estávamos a viver.

Eu, encontrava-me naquele ciclone maluco onde tinha a minha irmã a precisar de mim… e tu… percebias que o tempo que tinha contigo teria de ser dividido com uma outra pessoa. Não me esquecerei dos anos do Tiago, daquela forma abrupta e nada amistosa da tua parte. Sei que nesse dia tudo mudou e a tua vingança foi aquela que sabemos.

Olhando para o livro de recordações, aquele meu álbum de fotos virtual, onde tu estás lá… vejo com saudade uma amiga e irmã que tive e acabou por morrer, nas garras do outro demónio que falava mal de nós como ninguém.

“A ti ex-amiga, em sabor saudosista e sem vontade de voltar a reviver o que se reviveu… é mesmo para ti, abelha, como te tinha prometido em tempos.”

Agradecimentos do livro “Máquina da Cidade”
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