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a minha pequena cirurgia ao freio

A influencia da cultura na nossa vida

2º Tu Bishvat, uma primeira abordagem a quem desconhece a festa

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Não sei se esta será ou não será uma boa lembrança… talvez seja uma mesa experiência onde me senti bastante cuidado pelos profissionais do Hospital Fernando Fonseca, o mais conhecido como Hospital Amadora-Sintra.

Ao telefone, atempadamente, disseram-me para tomar um pequeno-almoço ligeiro e segui para o hospital por volta das nove horas. Também, como estava a carta diziam para eu trazer uma muda de roupa, pois a principio iria lá passar a noite (essa era a parte mais chata, pois ainda tenho aquela sensação de receito de passar a noite no hospital).

Cheguei pela manhã, na expectativa que fiasse despachado logo ao início da tarde. O meu pai acompanhou-me nesse dia. Assim que chegámos, deram indicações que a entrada seria pela entrada das visitas. Subimos até ao andar especifico e lá fiquei numa sala de espera… muito impaciente. Esperei, a meu ver, uma eternidade… o tempo não passava!


Por volta das 11 horas e tal, quase a rasgar o meio-dia, uma auxiliar ou enfermeira (pois não consegui compreender), deu indicação que teria de fazer exames médicos – tanto de sangue e electrocardiograma.

Fiz os exames e as analises e fui levado para uma nova sala, em que esta já me parecia dar acesso ao bloco operatório, ou algo do género. Aqui também fartei-me de esperar, cerca de 4 horas, e foi nessa altura que percebi que talvez iria sair do hospital às tantas… ou até mesmo ia lá dormir.

Eram por volta das 17 quando me chamaram para uma consulta de anestesiologia. Lá pude ver que tinha as analises todas boas… o hospital até me fez analise ao HVI (não estava à espera de ter, pois sexualmente sou bastante certinho). Ao sair da consulta, fui levado para uma sala onde tive que me despir e vestir aquelas batas nada confortáveis da cirurgia. Devo dizer que as meias eram mesmo muito desconfortáveis.

Chegou a altura de largar o meu pai e seguir para uma nova sala. Levaram-me para um lugar onde só estavam enfermeiras e administrar soro e a preparar os doentes para futuras cirurgias. Tive a sorte, devo dizer… pois uma amável enfermeira abeirou-se de mim e tratou-me com carinho e com brio profissional.

Passei algum tempo na sala. Vi algumas a chegar e outras a ir… não tarda seria a minha vez. Estava cada vez mais nervoso e intensificou-se quando me puseram na maca para me levar ao bloco.


Cirurgia

Passou tanta coisa pela minha cabeça que descrevê-la acaba por ser estupidez.

Praticamente sentia-me preparado para morrer (dramatizei à porta do bloco)
Pensei em  tudo um pouco e como seria o acordar, pós operação...
Se iria voltar a acordar...
se tudo ia correr bem, ou se seria bem tratado...

Alguém abria a porta do bloco, de lá saiu um simpático enfermeiro. Um homem largo e grande, com típico corpo africano que me perguntou se ia adormecer, levar epidural ou como queria que me fizessem. Fiquei confuso, não sabia o que queria e estava com medo. A anestesiologista também se aproximou, vinha de um corredor diferente, ela acabou por me aconselhar. Disse-me que ia passar pelas brasas apenas (o que eu achei mais confortável, pois a epidural não me parecia ser uma boa solução).

Entrei na sala onde adaptaram-me a maca para que eu pudesse esticar os braços num ângulo de 45 graus em relação com o meu corpo. Prenderam-me os punhos e prepararam as minhas veias, tudo muito estranho… parecia que estava num programa de ficção cientifica. Olhei para as horas, um relógio de parede que tinha do meu lado esquerdo, eram 18:45, voltei a olhar para o tecto e surgiu a cara da anestesista.

Ela amavelmente olhou para mim e disse:

– Vou por a mascara na sua cara e vai contar até dez… e gradualmente vai sentir sonolência.

Comecei a contagem e não sentia nada. Sorri em chacota e verbalizei o que não estava a sentir. Ainda questionei se aquilo dava mesmo resultado. Ela olhou para mim e disse:

– Talvez quando acordar não se irá lembrar desta conversa.

Foi naquele momento que senti um liquido a entrar no meu braço, e foi nesse instante que tive tempo para lhe dizer: «Agora vou adormecer, bom trabalho a todos!»

Ao acordar voltei a ver a mesma enfermeira simpática que me tinha acolhido da melhor forma. Agradeci pois o facto de a ver deu-me conforto…

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