Dark Light

Durante bastante tempo, a avó isabel (avó materna) ia até ao meu quarto e confidenciava comigo desabafos sobre todas as filhas. Nós eramos muito amigos, e eu, um bom ouvinte que acabava por escutar aquilo que ela verbalizava em tom de pensamento sobre as filhas que mais lhe traziam chatices. Em parte ela tinha razão, pena é não estar cá para ver a porcaria que estão a fazer ao que ela deixou.

Olhando para tudo o que me foi confiado, chego à conclusão que se ela e ele (o meus dois avós maternos) vissem o estado e a projeção das suas duas filhas mais velhas dariam voltas intermináveis na tumba. Para mim só uma das três tias é que interessa, pois é a única (com a minha mãe) que querem ir até ao fim com as ideias deixadas pelos seus pais…

É por estes momento que eu agradeço não ter vontade de trazer um Ser Vivo ao mundo, pois a má índole passa de geração em geração…

Tanto por um, como por outro lado, tenho uma família portuguesa na sua essência negativa (mesquinha e sempre a falar mal em todo o momento que pode). Não é por acaso que as mais recentes mudanças que estou a ter na vida eu não conto à família, muito menos falo sobre mim – aquela gente mentecapta, religiosa folclórica e preconceituosa não tem nada haver com aquilo que eu vivo.

Quando os meus avós maternos eram vivos eles eram o centro da família ao morrerem a família desmoronou-se e tudo o que havia dela acabou, ficando apenas um predo que um dia será dividido por todos os primos que, como as suas mães, só pensam em dinheiro. Talvez por esse medo eu nunca tenha descansado e quero a todo o custo sair da casa onde estou, no prédio da minha avó.

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