Essência versus infância

Uma pessoa nasce em pela consciência do seu Eu. Cresce e deixa de estar conectado a si… tornasse, ela, num obstáculo ao seu caminho, até que aprende a reencontrar o seu Eu interior.

Andava eu a visionar as imagens do Instagram, aquando sou surpreendido por uma publicação da minha madrinha.


Para enquadrar na história: a minha madrinha é uma prima direita, filha da minha tia, irmã da minha mãe. Essa parte da família foi para França quando eu tinha um ano. Eles, mesmo sendo imigrantes portugueses, são familiares que regularmente vinham ao país. Pela altura do verão, ajuntava-mo-nos todos em casa dos meus avós e passávamos um grande sarau.


Esta foi uma carta mal escrita por mim, quando ainda tinha os meus sete anos. Devo admitir que tem inúmeros erros gramaticais, mas a essência de sentimento é tremendo. Mesmo que pequena, a carta tem alguns símbolos. Destaco neles a Estrela de David e questiono:

Porquê um símbolo judaico?

Eu nasci numa cultura cristã, tinha contacto com cruzes, estrelas de cinco pontas… ou até mesmo aquela tão conhecida de quatro que cintilava no dia de nascimento do menino Jesus. Até podia ter desenhado uma cruz, pois a minha madrinha é cristã. Decidi desejar uma Estrela de David.


Já dizia uma ex colega minha de judaísmo que eu devia tentar perceber o porquê da minha ficção pela língua e cultura. Efectivamente no primeiro momento que tive contacto sonoro com o hebraico, senti um desejo inexplicável de querer aprender.