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irei arranjar a parede, mas a casa está livre?

O carro no reboque e eu a ver… à confiança.

Novo ano judaico de 5781, que ele seja bem-vindo!

Dark Light

Entrei em casa dos meus pais e cumprimentei-os com voz, como era já habitual em tempo de Covid-19. Ela sorriu-me, com os olhos, apesar de não expressar. Ele fitou-me serio como usual, naquele ar tão carrancudo de poucos amigos. Servi-me da bancada da cozinha como apoio, pois estava cansado depois de uma dia louco de trabalho.

O que me trazia era algo simpático, pois sabia que eles gostavam que eu os introduzisse na minha vida. Na verdade, tento fazer sempre dizer ou dar a conhecer das alterações que vou fazer. Sei que a minha irmã não o faz e eles ficam sempre a lamuriar-se por isso.

– Amanha, se puderes vai lá a cima para betumar a parede, aquela que tem o pladur. Aquilo está a fazer umas bolhas de ar e eu, ao passar com um pano, para limpar a parede, acabei por arrebentar essa tal bolha…

Mostrou interesse e receptibilidade com aquilo que lhe estava a dizer. Quando isso acontece já sei que a conversa interessava-lhe.

– Então o teu pai vai lá… – interpôs ela naquela voz característica cheia de mimo.

Como estava animado com o rumo do tema ainda questionei à cerca de por papel de parede nessa parede, mas tudo amornou quando ele, no inesperado, iniciou:

– A casa está livre para eu la ir?

Senti fúria, primeiro porque não lhe tinha chamado se a casa não tivesse livre e depois estamos a falar de família, quer ele queria ou quer não. A minha vontade era sair dali. Senti-me tão irritado que nem vontade de os ver tinha. Sei que ele não me aceita e dificilmente irá aceitar… mas, quanto a isso não posso fazer nada, pois se ele algum dia precisar de mim, como não aceita a pessoa que escolhi, dificilmente o vou ajudar.

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