Dark Light
Terminar uma segunda-feira amargurada com um desarranjo no carro, deixa ao de leve uma passagem de mau pressagio perante a semana que se avizinha. 

Ao chegar, junto da viatura, destranquei a porta com a chave e entrei nela. Sentei-me confortavelmente enquanto guardava o telemóvel no local já reservado para o objecto. Entre as mensagens que ia mandado ao Love e os olhares que trocava com o painel do veiculo, dei numa tentativa frustrada com a chave à ignição.

Como mencionei… tentativa frustrada! Carro, falhaste-me!

Não é que me falhes muitas vezes, mas nestes meses a coisa tem desembainhado por aí. Primeiramente, à cerca de dois meses, quando fui obrigado a mudar a bateria, pois estava claro que o carro também não queria andar.

Dei novamente à chave e apenas saia um esforço cuspido por uma tentativa de ligar o motor. Chateado, liguei ao Love, que estava a fazer o nosso jantar e nem reparou que alguém lhe estava a telefonar.

Sem hipóteses e tentando descartar a minha irmã, visto no dia da falta de bateria não me ter socorrido dela, liguei à minha mãe.


« Para ser honesto, desde o Covid-19 eu deixei de poder contar com a amiga de sangue... no fundo está mais focada noutras questões para se lembrar da minha existência (típico do ser humano).  »

Ao ser atendido, pela mãe, recebo a surpresa que a minha irmã estava junto dela. Prontificou-se em me ajudar o que à primeira vista não era mau de todo. Até agora… não sei se foi boa ideia, pois a inicial era chamar um reboque era o levar ao meu mecânico habitual, na Malveira, o que não aconteceu.

Peripécias e coisas que me levam a irritação, perante a noite dentro, desenrolou-se uma panóplia de situações menos agradáveis. A tentativa esforçada de terceiros a dar a chave o bater com o para-choques e o deixar o carro em parte incerta e desconhecida.

… e lá ficou, o carro… em em Camarate, ao cuidado de um mecânico apalavrado na base da confiança.

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