Dark Light

Não quero voltar a amar como amei. Daquela forma tão doentia que me maltratava de dia para dia. Não quero fazer novamente aquilo que fiz: acabar indirectamente com a minha existência.

Vou virar a página, escrever um novo capítulo, respirar mais e não ser controlado. Viver mais e ouvir bem, tudo o que o meu corpo me pedir. Neste momento tenho que reaprender a estar comigo. Ir sozinho para locais que gosto de estar, ir ao cinema, passear à beira mar, ver o sol a cair no horizonte. Tenho que aprender a sentir o sangue a correr-me nas veias. Respirar fundo e olhar em frente. Eu sou capaz! 

É isto que tenho que por na cabeça.


« (…) Sou apenas um mero ninguém que procura uma felicidade estúpida e patética causada por conflitos mentais. Na minha mente desagua um lago extenso de ideias que nem eu próprio as consigo definir. Talvez por ser demasiado estúpido por pensar em coisas que não me levam a lado algum, talvez por pensar no inicio, onde me estavas a ajudar, mas que em certos momentos sinto-me tão apertado e tão mal que parece mais que me estás a matar. (…)

(…) Voltei a mim, olhei mais uma vez para o telemóvel. Até agora nem um único sinal teu, nem uma única mensagem tua, nem apenas um “olá”, ou um “amo-te”, ou “ainda não te esqueci”. Estarei sempre feito estúpido à espera de uma mensagem tua? Uma mensagem que me diga algo que me faça despertar. Já não basta não saber de ti, não saber por onde andas, se queres vir ter comigo. Já tivemos tantas vezes esta conversa que na verdade sinto que nem vale a pena tocar mais num assunto que aparenta não ter solução. No fundo até posso não ter razão e tudo isto provém do meu intuito, da minha maneira de viver a vida como se cada minuto fosse uma eternidade onde temos de aproveitar ao máximo as coisas que nos são proporcionadas!

(…) Acho que nunca vou ter sorte ao amor. Ainda não sei que mal lhe fiz para estar a merecer isto, esta dor, este peso, esta pequena e grande frustração. (…) » – 2006/2007 “O meu papel vegetal


Este foi um texto escrito no início da minha relação (2006/2007). Logo no início as coisas eram más. A ausência de respostas e a sua desconexão. A sua frieza matava-me. Mesmo assim eu continuei… segui maltratando-me consecutivamente até chegar a este ponto final. Esta foi uma relação que me marcou tanto negativamente como, em alguns aspectos, positivamente. No fundo é um tipo de relação que não quero voltar a ter, com mais alguém!

Não vou deixar de amar, mas por agora vou deixar de sentir. Vou viver e vou seguir em frente como já estou a fazer neste momento.

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