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quando os visito o disco da desordem é sempre o mesmo…

A Yoffi chegou aos seus 8 anos

3º Yom Kippur, uma nova etapa e numa altura especial

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Sempre que vou à casa dos pais, recebo praticamente sempre, umas quantas fachadas nas costas. De à uns dias a esta parte, a família tem me desiludido em todos os aspectos. Umas vezes a ingratidão parte pela minha mãe, aquando está chateada com a minha irmã. Nessas alturas ela geralmente oferece-me frases tipo; «não tive sorte nenhuma com os filhos…», há alturas em que acrescenta dizeres como; «nunca poderei contar convosco!»

A estas argumentações antecedem-se sempre irritações descontroladas, quando a minha irmã se irrita com ela, ou deixa de lhe ligar como é habitual. Sempre existiu uma dinâmica entre elas, que quando estavam chateadas a minha mãe lembrava-se de mim para desabafar (isto quando eu era mais novo)… hoje em dia ela simplesmente manda as indirectas. Talvez deva por ter sido quando voltei do Porto e disse-lhe sem pudor o que sempre fui.


Em relação ao meu pai, cada vez mais odioso por natureza, por culpa da mesquinhez da cultura evangélica, acaba por ser uma pessoa que não respeita ninguém. Trata mal as pessoas que o atendem e está a ficar cada vez mais violento nas palavras e nas acções. Para ele os gays são seres que não merecem vida e até diz que se pudesse enfiava uma bomba enfiada no cu de cada um. Também afirma que o mundo é governado pelo diabo e só ele é o bom… o que cumpre a palavra de Deus. “se o Deus dele é aquilo… o diabo não deve ser muito diferente”.

O cómico da história toda é que o Criado abonou-o com uns filhos que o desorientam (ambos saíram ao lado do respeito daquilo que ele acha o padrão evangélico).

Recentemente… vá ontem, ele saiu-se com uma para cima de mim… que acabou por me aconchegar:

– … a única coisa que me interessa nesta vida são os meus netos!

A minha vontade naquele momento era de lhe ter dito: «ide fuder».

Não tive muita sorte com os pais, assim como eles também não tiveram com os filhos… Mesmo tendo estes dois arranjos florais, que não me apoiam, nem sequer se interessam por aquilo que escrevo ou os livros tenho. Devo dizer que recentemente D-us acabou por me abonar com uns sogros. Ainda não sou casado, mas o respeito e a simpatia que têm oferecido sem eu pedir, dá vontade de largar aqueles dois que apesar de me criarem, sempre me instruíram para ser uma pessoa preconceituosa.

De há uns dias para cá tenho ido pouco a vê-los e sempre que lá vou reparo que acabo por me indispor, ficar triste e sentir-me frustrado… pela minha sanidade e bem estar, talvez seja melhor afastar-me… tanto deles como agora também da minha irmã que me tem falhado nas horas.

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